terça-feira, 18 de abril de 2017

Uma distinção oportuna



Para muitas pessoas a felicidade não está aqui, no tempo presente.

Ela é exaltada no passado - "eu era feliz e não sabia" - ou condicionada a conquistas futuras - "quando eu ganhar na loteria", "quando eu passar no concurso", "quando eu me casar".

Parece que se reconhecer feliz publicamente é algo que não pega bem.

Ou, ainda mais incompreensível, que há certa glamourização em ser 'não feliz' (o que não quer dizer 'ser triste').

Essa distinção entre feliz e triste é oportuna.

Porque demoramos a entender que mesmo que estejamos vivendo algumas tristezas pontuais, podemos ser pessoas felizes.

Da mesma forma como vivendo alguns momentos felizes, podemos ser pessoas tristes.

Colocado dessa maneira, tristeza e felicidade não são como água e óleo.

Às vezes, coexistem de forma pacífica.

Sem que um interfira no outro.

Humana.Mente

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